FAQ


FAQs = F***-se, Agora Quero Saber. Aqui você encontrará tudo que gostaria e até o que não gostaria de saber sobre o Gandaiá. E se não encontrar? Então mande sua pergunta para contato@grupogandaia.org.br que responderemos o mais rápido possível!

O que é Gandaiá?

Gandaiá é um grupo de clowns e palhaços (essa diferença é motivo para outra longa resposta) que realiza atividades diversas, sempre pautada na arte do palhaço. Como diz nossa descrição oficial, somos “um Grupo de estudo e difusão da linguagem do Palhaço que foi fundado em 28 de setembro de 2008 por um coletivo de amigos. Sua missão de vida é permear as profundas reflexões do palhaço  através de vivências e intervenções, que transborda para comunidade através da figura palhacistica e outras manifestações da arte”. Em questão do nome em si, Gandaiá é uma junção-brincadeira do termo gandaia (igual daquele música ‘caia na gandaia-ia-ia’) com  indaiá, tipo de árvore que deu origem ao nome Indaiatuba, cidade em que o grupo surgiu e atua.

Vocês são um grupo de teatro?

Não. Quer dizer, sim, mas não somente. O Gandaiá realiza uma série de atividades vinculadas a figura do palhaço, entre elas também o teatro, que, no nosso caso, acaba se associando ao circo. Assim, junto com visitas, vivências, ações pedagógicas e intervenções, fazemos também peças de teatro, tais quais o “Chama o Povo” (uma apresentação de várias cenas de palhaços, como um tipo de cabaré) e o “Como Panquecas” (uma peça sobre relações de trabalho, montado com o apoio artístico do Projeto Ademar Guerra) dentre outras obras.

Vocês se apresentam em creches ou em hospitais?

Apresentamos em creches, em hospitais, em asilos, em praças públicas, em escolas e até em teatro. Tudo depende das propostas que recebemos e de quais nossos objetivos anuais (traçados todo começo de ano). As vezes realizamos em hospitais, creches e asilos o que chamamos “ visitas”, que é, de fato, uma visita dos palhaços a essas instituições, geralmente carentes da alegria e espontaneidade que o palhaço pode proporcionar. Em anos anteriores esses foram projetos longos, tais como o “Minha vida virou palhaçada”, feito em asilos de Indaiatuba, o “Patetologistas”, realizado na clínica de hemodiálise Thompson e o “Brotinhos em ação”, que aconteceu em creches da cidade.

Onde vocês se apresentam?

Em lugar nenhum e em todos os lugares. Gostamos mais dos espaços públicos e coletivos, e também de espaços que ninguém lembra que existe (ou finge não lembrar). Assim, já realizamos intervenções e apresentações em creches, hospitais, asilos, baladas, praças públicas, museus, escolas, livrarias e até em teatros. Sempre que vamos realizar algo aberto ao público, divulgamos em nosso site e página do facebook, fique atento!

Vocês fazem animação de festas e eventos?

Animado a gente tenta ser, te garanto! Não é o nosso foco o trabalho em festas e eventos, mas já realizamos esse tipo de ação em ocasiões especiais, como em eventos de empresas parceiras do Grupo ou festas de cunho beneficente. Se estiver interessado em algo do tipo, entre em contato com a gente pra explicar direitinho o que precisa. Quem sabe a gente não faz um acordo?

Vocês também dão aula?

Sim, e adoramos! Todos os anos realizamos o que chamamos de “Vivência”, que é o momento em que compartilhamos nossos saberes e práticas com pessoas interessadas de todas as idades. A Vivência é um laboratório onde membros e não-membros podem trocar experiências sobre a figura do palhaço. Apesar de não ter a formalidade de um curso, busca-se trabalhar aspectos básicos, desde a concepção e usos do termo clown e palhaço, distinções feitas ao longo da história e no teatro, a exercícios cênicos de face, corpo e mente. Além dela, realizamos cursos de conteúdo palhacístico em empresas e escolas, e também palestras sobre temas ligados ao palhaço e ao trabalho social. Fale com a gente!

Sempre quis ser palhaço/ajudar as pessoas/ir pro céu, como faço?

Bem, pra ser palhaço é um longo caminho, mas a gente pode ajudar. Você pode participar das vivências e nós podemos te indicar alguns cursos interessantes de palhaço. E ver outros palhaços em ação também é importante para se tornar palhaço, hein! Ajudar as pessoas também não é tarefa fácil, mas a gente pode tentar te ajudar a ajudar - embora também precisemos de ajuda. Quanto a ir pro céu, acho que só vamos descobrir na prática.

Onde fica a sede do grupo?

O grupo é aqui e ali, é em todo lugar aonde tiver um monte de palhaço junto com um monte de gente disposta a jogar com eles. Nossas reuniões semanais são feitas em diversos lugares, sempre públicos, como o Centro Cultural Wanderley Peres, o Centro Cultural Casarão e em praças diversas. As vivências também são realizadas nesses lugares, dependendo da disponibilidade e das atividade propostas. Juridicamente, nossa sede administrativa é na Rua Andorinha.

Acho lindo o que vocês fazem! O que vocês fazem?

HAHAHAHAHAHAHA. Assim nessa ordem, essa é a melhor pergunta de todos os tempos! Nosso principais projetos estão disponíveis na aba "Projetos. "

Vocês são os doutores da alegria?

Não somos. Essa é uma confusão comum. Doutores da alegria é um grupo de palhaço que foi o pioneiro no Brasil, com a lidereança de Wellington Nogueira, na realização de visitas de palhaço em hospitais. A partir da experiência muito bem sucedida deles, com resultados comprovados em diversas pesquisas, muitos grupos em diversos lugares começaram a realizar ações parecidas. Com certeza os Doutores da alegria foram e ainda são uma grande inspiração para nós, Gandaiá. Você pode conhecer mais deles no site www.doutoresdaalegria.org.br

Como faço pra participar do grupo?

Normalmente depois das Vivências nós convidamos as pessoas a começarem a conhecer melhor o grupo, participando de algumas reuniões e atividades. A partir daí, se houver conexão entre a pessoa e as ideias do grupo, a pessoa pode se tornar um membro oficial. Enfim, cola junto que é sucesso!

Vocês cobram pelos trabalhos sociais que realizam?

Não. Nossos trabalhos sociais (que não são as únicas atividades do grupo) são feitos de forma gratuita para a instituição, embora as vezes envolvem gastos que precisam ser supridos por iniciativas públicas e/ou privadas, mas nunca pela própria insituição atendida. Por isso, contamos sempre com a colaboração de parceiros. Mande um e-mail pra contato@grupogandaia.org.br para mais informações sobre como estabelecer parcerias!

Tudo o que vocês fazem é usando o palhaço?

Comer, dormir, escovar os dentes, entre outras coisas, não. Embora isso já tenha acontecido com um ou outro palhaço. Quanto as atividades do grupo, nem todas são feitas com a máscara do palhaço (o nariz, a maquiagem, a roupa), embora a lógica do palhaço permeie todas as nossas ações, inclusive palestras, cursos, organização de eventos, etc.

Precisa treinar pra ser palhaço?

Sim, e muito! Na tradição do circo a arte do palhaço era passada de geração em geração e geralmente o artistas circense só se tornava palhaço depois de muitos anos em diversos aparelhos do circo. Embora o palhaço de hoje se utilize de outros meios de treinar e se desenvolver e tenha se associado muito mais ao teatro do que nos tempos de grande popularidade do circo, a necessidade do treinamento continua altíssima. É um aprimoramento contínuo, sem data pra acabar. Nós, como palhaços ruins, garantimos que precisa treinar muito para deixar de ser péssimo!

Vocês ganham dinheiro?

Precisa, né? O Grupo Gandaiá é uma organização sem fins lucrativos, apesar de isso não significar que não buscamos nos profissionalizar e fazer da palhaçaria nossa profissão. Aliás, tem gente que trabalha muito menos do que a gente e ganha salários muito maiores (Alô Brasília!).

Utilizamos dinheiro como energia pra potencializar nossos projetos, mas não o usamos com o intuito de lucrar, como em uma empresa. Embora realizamos atividade de cunho filantrópico, o trabalho do grupo é amplo e envolve também ações de cunho comercial.

Nenhum dos integrantes tem um salário fixo enquanto participante do grupo, sendo um tipo de voluntário no próprio grupo. Porém os integrantes podem (e devem!) receber por suas atividades sempre que possível, já que ser palhaço é um trabalho como qualquer outro (que exige qualificação, treinamento, tempo, dedicação, ética, etc.), seja ela filantrópica ou comercial, variando aí a forma de captação desse dinheiro e como esse dinheiro é repassado (geralmente através de ajuda de custo aos palhaços pelo tempo gasto com ensaios, apresentação, transporte, gasolina, materiais, etc).

Vocês trabalham além de serem palhaços?

Depende. Trabalhar é um termo bastante abrangente, né? Mas quanto a trabalho remunerado, todos os membros exercem atividades além das do grupo, cada um em suas áreas de interesse e pesquisa. Tem professor, marketeiro, ator, chefe de RH, químico, vendedor Jequiti, etc.

Acho que já vi vocês pedindo dinheiro no semáforo...

Enquanto Grupo Gandaiá, não. Essa não é uma tarefa que realizamos, nem para ganhos próprios nem para arrecadar dinheiro para qualquer insituição. Individualmente, cada membro é livre pra fazer o que quiser, seja de palhaço ou não. De qualquer forma se você ver algum artista de rua fazendo sua arte no semáforo, porque não colaborar com o trabalho dele?

Qual o tempo médio de formação de um palhaço?

A formação de um palhaço leva anos, quase uma vida inteira, e ela é feita com critérios do próprio artista. Quanto as vivências do Gandaiá, costumam durar de 1 a 2 meses, sendo um encontro por semana. É um tempo bastante curto, mas dá para ter contato com algumas noções básicas do que é ser palhaço. Os cursos em escolas e empresas tem duração variada, dependendo da necessidade e intenções do lugar.

Vivência? Retiro? Curso? Não é tudo a mesma coisa?

De um certo ponto de vista, sim. São maneiras de compartilhar saberes. Por outro lado, cada coisa tem suas características, suas formas e tempos de transmissão. Um retiro, por exemplo, costuma ser uma imersão de alguns dias, proporcionando um aprendizado intenso e condensado. Uma vivência tem por características compartilhar saberes construídos pela experiência, geralmente não (muito) sistematizados dentro deste ou daquele modelo. Um curso é algo mais direto, com um objetivo mais definido, por exemplo uma “introdução a figura do palhaço”, ou “palhaçaria clássica”, ou “palhaçaria para não atores”, dependendo das necessidades de quem estiver realizando o curso e do foco de pesquisa de quem está ministrando.

Quando vocês se encontram e o que fazem?

Nos encontramos em muitos lugares (praças, centros culturais) e fazemos muitas coisas! Tudo depende da nossa necessidade no momento. As vezes precisamos fazer uma reunião administrativa, burocrática, sentar em uma mesa, fazer planos e escrever coisas. Nesses momentos preferimos fazer nosso encontro no bar.

Mas geralmente usamos essas reuniões para nosso treinamento e aprimoramento enquanto artistas, palhaços e seres humanos. Assim, a gente realiza vários exercícios e jogos que fazem parte da nossa formação como palhaços e que precisam ser sempre revisitados. As vezes essas reuniões também servem para nós ensaiarmos para alguma apresentação, do Chama o Povo, por exemplo. Se depender do Bruno, um dos fundadores, essas reuniões também servem para comer.